Da minha aldeia...
Vejo quanto da terra
Se pode ver no universo...
Por isso a minha aldeia
é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que eu vejo...
Aline Bottcher
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23 de agosto de 2022
12 de junho de 2020
Jornada_Líria Moraes
Jornada
Nessa jornada
de tempos malucos
a esperança está
a esperança está
no aconchego futuro.
Músicas, viagens
filmes, jantares...
Na espera da volta,
Na espera da volta,
a promessa,
dos pequenos momentos.
dos pequenos momentos.
Quando o corpo está fora
mas o coração dentro,
a saudade está em todo lugar
a saudade está em todo lugar
e o amor voa através do vento.
Líria Moraes
2020
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30 de novembro de 2019
Lembranças do Sul - Líria Moraes
Lembranças do Sul
Avistei ali
o sol sumindo no rio
e o céu era alaranjado.
Um entardecer lindo!
Provei aquela
amarga erva.
Mal sabia
que lual de inverno existia.
Líria Moraes
2019
27 de novembro de 2019
2 de abril de 2019
Lembrete_Carlos Drummond de Andrade
Lembrete
Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida.
Carlos Drummond de Andrade
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18 de outubro de 2018
Promessas “sinceras”_Líria Moraes
Promessas “sinceras”
Oferta do
amor
boa vontade.
E o troco?
boa vontade.
E o troco?
Superficialidade!
Pensei ser diferente
Pensei ser diferente
o melhor
presente.
E o
recibo?
Imaturidade!
Tenho muitos defeitos...
Tenho muitos defeitos...
Podem me
chamar de louca,
só não dou as costas.
só não dou as costas.
Sigo
firme, esperançosa
pela compreensão.
pela compreensão.
Os mais
próximos
podem ser
os que
mais machucam.
Promessas
“sinceras”,
não mais!
Líria Moraes
2013
Líria Moraes
2013
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16 de agosto de 2018
Aquela noite - Líria Moraes
Aquela foi a noite mais longa e escura
Você diz que tudo está melhorando
Que brilharemos como o sol
As coisas serão esquecidas e perdoadas
Mas vejo o tempo levando nossa cor, friamente...
Me diga como posso ajudar
Se continuo nos escutando discutindo
Se no espelho vejo uma pessoa
Que não podia se quebrar
Se pensar nisso, me consome, totalmente...
Líria Moraes
2006
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sentimentos
27 de abril de 2018
Tome nota_Líria Moraes
Tome nota
Tome nota desse recado
Que o vento sussurra baixinho
No teu ouvido.
Se não escutar
Venha me perguntar
Não saberei dizer
Mas com certeza
Irei te mostrar.
Liria Moraes
2016
3 de março de 2018
Borboletas_Vivi Bittencourte
Borboletas
Quisera eu contar borboletas,
batendo suas delicadas asas,
desabrochando genuínos sentimentos,
sensíveis pensamentos.
Escrevo porque viver não basta,
porque sentir é pouco, pensar é vasto.
Escrevo porque não sei definir o abstrato,
a imensidão de tudo que invade e me toma
Quisera eu falar mais do que escrever,
mas há do espaço querer ser?
Há do espaço o tempo?
Há do tempo mover as borboletas, ou dispersar?
Aceitar.
Esperar.
Agir.
Vivi Bittencourte
Fonte:
Blog "¤ Mundo dos Sonhos ¤"
https://vivibittencourte.blogspot.com.br/2017/08/borboletas.html
Quisera eu contar borboletas,
batendo suas delicadas asas,
desabrochando genuínos sentimentos,
sensíveis pensamentos.
Escrevo porque viver não basta,
porque sentir é pouco, pensar é vasto.
Escrevo porque não sei definir o abstrato,
a imensidão de tudo que invade e me toma
Quisera eu falar mais do que escrever,
mas há do espaço querer ser?
Há do espaço o tempo?
Há do tempo mover as borboletas, ou dispersar?
Aceitar.
Esperar.
Agir.
Vivi Bittencourte
Fonte:
Blog "¤ Mundo dos Sonhos ¤"
https://vivibittencourte.blogspot.com.br/2017/08/borboletas.html
21 de novembro de 2017
No seu coração não faz frio_Líria Moraes
No seu coração não faz frio
Você era
A espuma na areia
Que vem e some
Agora tem ficado por aqui
Por tanto tempo
Procurando por segurança
Então, o romance passa
Quebrando suas taças
Revirando suas gavetas
E isso não posso consertar.
Mas deixa disso
Sinta, grite
Alegre-se, brilhe
Pois no seu coração
não faz frio.
Líria Moraes
2017
16 de novembro de 2017
Verdade - Carlos Drummond de Andrade
Verdade
A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
Carlos Drummond de Andrade
Acompanhe meu canal no YouTube ➜ https://youtube.com/@liriosdocaminho
poesia | música | cinema | lembranças | pensamentos
15 de novembro de 2017
♫...tô sempre escrevendo cartas...♪
tô sempre escrevendo cartas— EngenheirosDoHawaii (@_EngHaw_) 15 de novembro de 2017
que nunca vou mandar
pra amores secretos,
revistas semanais
e deputados federais.
16 de agosto de 2017
O balé_Katianne Pereira
O balé
Porque o balé também me inspira
Me consome, me realiza menina
E lhe sou grata por toda a leveza
Que tão natural em mim vagueia,
Que me faz abrir asas nessa imensidão
E despir-me da mortalha que prende
Meu verdadeiro ego, o do coração
Aquele que me quer bem, e entende
Da minha pitoresca e singela quietude
Na qual como, rezo e amo sorrindo
De liberdade, porque balé é deslumbre
É meu pequeno mundo de fascínios
Refúgio que vem e me pega no colo
Desanuviando cansaço do dia corrido
Fazendo cafuné na alma dos olhos
E enternece todo meu corpo moído.
Katianne Pereira
Imagem: Valery Kosorukov
Edição: Libertária
15 de julho de 2017
O beijo_Líria Moraes
O beijo
Não me esqueci daquele
beijo
mas pensei que seríamos
como tantos outros
romances de uma noite só.
E quando retomamos
passado um tempo
foi maravilhoso e inesperado.
passado um tempo
foi maravilhoso e inesperado.
Como se não houvesse
nem um dia passado
e não mais nos separamos.
Líria Moraes
2017
Sem rosto_Líria Moraes
Sem rosto
Fui tratada como uma estranha
e isso não faz sentido.
Uma pessoa sem rosto
em um corpo cansado
com um sorriso esquecido.
Mas você também é apenas alguém
que eu costumava conhecer muito bem
e tudo se resume a isso.
Líria Moraes
2005
Fui tratada como uma estranha
e isso não faz sentido.
Uma pessoa sem rosto
em um corpo cansado
com um sorriso esquecido.
Mas você também é apenas alguém
que eu costumava conhecer muito bem
e tudo se resume a isso.
Líria Moraes
2005
6 de dezembro de 2016
Homenagem_Poema sujo_Ferreira Gullar
Poema sujo
(trecho inicial)
turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos
menos que escuro
menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
Sobre
Quando divulga, em 1975, o “Poema Sujo”, que marcaria seu apogeu, Gullar encontrava-se limitado à Argentina; seu passaporte cancelado em todas as páginas. Pensando ser iminente sua morte, escreve convulsivamente, remetendo ao passado e dissecando sua condição e a situação em que se encontravam Brasil e América Latina.
A obra, escrita durante o exílio imposto a grande parte da intelectualidade brasileira, foi inicialmente lida pelo autor na casa de Augusto Boal em Buenos Aires, no ano de 1975, a pedido do poeta Vinicius de Moraes - que gravou o recital e, a partir daí, promoveu uma série de recitais onde os versos eram ouvidos por plateias diversas.
Essa divulgação antecedeu sua efetiva publicação em livro, que ocorreu em 1976, ainda durante o exílio do autor, pelo editor Ênnio Silveira.
Em 2011, a obra inspirou a vídeo instalação "Há muitas noites na noite", dirigida por Silvio Tendler. Em 2015, o poema inspirou uma série documental, também denominada: "Há muitas noites na noite", com sete episódios com 26 minutos cada, exibida na TV Brasil entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, também dirigida por Silvio Tendler.
No mês de agosto de 2016 o livro é reeditado pela editora Companhia das Letras com textos de apresentação do próprio Gullar e do poeta Antonio Cícero.
Fonte: Wikipédia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Poema_Sujo
(trecho inicial)
turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos
menos que escuro
menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
Sobre
Quando divulga, em 1975, o “Poema Sujo”, que marcaria seu apogeu, Gullar encontrava-se limitado à Argentina; seu passaporte cancelado em todas as páginas. Pensando ser iminente sua morte, escreve convulsivamente, remetendo ao passado e dissecando sua condição e a situação em que se encontravam Brasil e América Latina.
A obra, escrita durante o exílio imposto a grande parte da intelectualidade brasileira, foi inicialmente lida pelo autor na casa de Augusto Boal em Buenos Aires, no ano de 1975, a pedido do poeta Vinicius de Moraes - que gravou o recital e, a partir daí, promoveu uma série de recitais onde os versos eram ouvidos por plateias diversas.
Essa divulgação antecedeu sua efetiva publicação em livro, que ocorreu em 1976, ainda durante o exílio do autor, pelo editor Ênnio Silveira.
Em 2011, a obra inspirou a vídeo instalação "Há muitas noites na noite", dirigida por Silvio Tendler. Em 2015, o poema inspirou uma série documental, também denominada: "Há muitas noites na noite", com sete episódios com 26 minutos cada, exibida na TV Brasil entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, também dirigida por Silvio Tendler.
No mês de agosto de 2016 o livro é reeditado pela editora Companhia das Letras com textos de apresentação do próprio Gullar e do poeta Antonio Cícero.
Fonte: Wikipédia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Poema_Sujo
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