30 de março de 2019

Sou a onda leve... Clarisse Lispector

- Sou a onda leve que não tem outro campo senão o mar, me debato, deslizo, vôo, rindo, dormindo, mas ai de mim, sempre em mim.

Clarisse Lispector

18 de outubro de 2018

Promessas “sinceras”_Líria Moraes

Promessas “sinceras”

Oferta do amor
boa vontade.
E o troco?
Superficialidade!

Pensei ser diferente
o melhor presente.
E o recibo?
Imaturidade!

Tenho muitos defeitos...
Podem me chamar de louca,
só não dou as costas.
Sigo firme, esperançosa
pela compreensão.

Os mais próximos
podem ser
os que mais machucam.
Promessas “sinceras”,
não mais!

Líria Moraes
2013

16 de agosto de 2018

Aquela noite - Líria Moraes

Aquela noite

Aquela foi a noite mais longa e escura
Você diz que tudo está melhorando
Que brilharemos como o sol
As coisas serão esquecidas e perdoadas
Mas vejo o tempo levando nossa cor, friamente...

Me diga como posso ajudar
Se continuo nos escutando discutindo
Se no espelho vejo uma pessoa
Que não podia se quebrar
Se pensar nisso, me consome, totalmente...

Líria Moraes
2006

16 de maio de 2018

Com 50 mil LPs e 40 mil CDs, ela tem uma das maiores coleções de música latina do mundo

Tudo começou aos 18 anos, quando a colecionadora espanhola Alejandra Fierro Eleta, hoje mais conhecida como Gladys Palmera, foi passar um ano no Panamá, terra natal de sua mãe. Lá ela comprou os primeiros discos de música latina, e desde então nunca mais parou. Cha-cha-cha, boogaloo, mambo, salsa, chegando ao pop e ao rock, a paixão pela música da América Latina moveu Gladys a construir uma das maiores coleções de música latina do mundo.
Sua relação com a América Latina e sua música, no entanto, vem de sua infância: por ser filha de uma mãe panamenha e por seu pai ter trabalhado muito por aqui, ela aos 4 anos já era uma apreciadora dos ritmos e estilos locais. O tempo passou, e hoje, entre LPs, CDs, e discos de 78 e 45 rotações, sua coleção já chegou a cerca de 100 mil peças musicais – com 50 mil vinis, 40 mil CDs e o restante em compactos.
Sua casa hoje é, para Gladys, como um museu aberto da essência da América Latina, reunindo discos de todas as eras, estilos e praticamente de todos os países do continente.

O “museu” de Gladys fica na cidade de San Lorenzo de El Escorial, na Espanha e, ainda que hoje seja sua casa, seu desejo é que, no futuro, não somente ela, seus amigos e familiares possam desfrutar dessa imensidão de musicalidade latina, mas que venha a dividi-la com todos.
É por isso que seu plano é um dia doar sua coleção para uma instituição, a fim de que todo mundo possa compreender a dimensão da música da América Latina, mergulhando nas raízes e na história de tais ritmos e estilos.
Fonte: Site Hypeness

27 de abril de 2018

Tome nota_Líria Moraes


Tome nota

Tome nota desse recado
Que o vento sussurra baixinho
No teu ouvido.

Se não escutar
Venha me perguntar
Não saberei dizer
Mas com certeza
Irei te mostrar.

Liria Moraes
2016

24 de abril de 2018

Conta do Instagram transforma felinos em super-heróis e muitas outras coisas

Quem convive com gatos sabe que eles possuem personalidades clara e definidas. Alguns são mais carinhosos, outros mais temperamentais, e todos são charmosamente um pouco malucos – reagindo subitamente a coisa nenhuma, e adentrando instantaneamente em uma aventura destemida entre os móveis da casa, como se fizessem um parkur do sofá para a mesa até a estante dos livros. Foi para dar cara e vida a esse mundo imaginário que os felinos parecem possuir que a artista A.R. Coffelt criou o projeto I Draw on Cats, ou Eu desenho em gatos.
Para trazer à luz o mundo secreto dos gatos a artista transforma os bichanos nas fotos em mulher-maravilha, Aladdin, astronautas, atletas e caça-fantasmas, entre muitas outras identidades. É como se os traços sobre as fotos pudessem revelar o que os gatos realmente estão pensando quando se lançam em mais uma aventura repentina – e esses “segredos” irresistíveis foram revelados tanto em sua conta no Instagram(https://www.instagram.com/idraw_on_cats/) quanto em seu livro (https://www.amazon.com/Draw-Cats-Connect-Dots-Activity/dp/0553448412), reunindo os desenhos.








3 de março de 2018

Borboletas_Vivi Bittencourte

Borboletas

Quisera eu contar borboletas,
batendo suas delicadas asas,
desabrochando genuínos sentimentos,
sensíveis pensamentos.

Escrevo porque viver não basta,
porque sentir é pouco, pensar é vasto.
Escrevo porque não sei definir o abstrato,
a imensidão de tudo que invade e me toma

Quisera eu falar mais do que escrever,
mas há do espaço querer ser?
Há do espaço o tempo?
Há do tempo mover as borboletas, ou dispersar?

Aceitar.
Esperar.
Agir.

Vivi Bittencourte


Fonte:
Blog "¤ Mundo dos Sonhos ¤"
https://vivibittencourte.blogspot.com.br/2017/08/borboletas.html