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9 de abril de 2016

Cidade fantasma - Líria Moraes

Cidade fantasma

Passei por aquela praça
a cidade está vazia
nas ruas caladas
chovia.

Atravessei avenidas desertas
dessa cidade fantasma
havia uma porta aberta
consegui enxergar a sala
mas não havia nada.

Andei, andei...
Alguém pode me ouvir?
Nada encontrei.
Alguém pode me ver ruir?

Líria Moraes
2012

5 de abril de 2016

Poema_ João Paulo Paes e minha análise

A torneira seca (mas pior a falta de sede)
A luz apaga (mas pior o gosto do escuro)
A porta fecha (mas pior a chave por dentro)

João Paulo Paes


Minha análise:
O poema pode estar relacionando acontecimentos cronologicamente invertidos, remetendo-nos ao conceito de causa e conseqüência. Se trocarmos a ordem dessa forma, obtemos: 
Pela falta de sede, a torneira secou
Pelo gosto do escuro, a luz apagou
Pela chave por dentro, a porta fechou
Assim, pode-se concluir o texto refere-se a passado, presente e futuro. Aprofundando mais, percebe-se a geração um presente ruim e devido ao descaso pelo fato ocorrido (passado - mas pior).

20 de agosto de 2010

Me perdi assim

Dizer-te algo, ensaiei
era teu momento
e hesitei
munida desse pensamento
deito e levanto
como fui me perder assim?
deixei que tomasse forma
o que fazer agora?
como fui me perder assim?
que distância é essa
tomou conta de mim
entrou pela janela
porta, coração
embriagou-me
como fui me perder assim?
passeio, conversa
roupas, pernas
era teu momento
e me perdi assim.

--> Líria de Moraes 2010