
Que o áereo seja finito,
já que o flutuar do ser
não guarda em si certeza,
e o que pulsa em nós
impermanece no dia.
Imprevisível é o todo
que muda a rota,
que perde o rumo a toda hora,
e nos ensina a existência do finito e do perene.
Nesta passagem junto ao andarilho,
sonhos são águas correntes,
impermanecem na viagem.
Tudo mutável, inconstante,
Mas a que reflexão tangimos?!
Se os desejos suspensos oscilam com a impermanência do todo.
Líria Rezende de Moraes
2005