Mostrando postagens com marcador ser. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ser. Mostrar todas as postagens

14 de janeiro de 2016

Fênix_Líria Moraes

Fênix

Se eu dissesse que você falhou?
O que você faria?
E se eu dissesse que não há mais nada o que possa fazer
Para mudar o que eu sou?

Venha me enterrar
Pois é isso que você sabe fazer
Mas note, eu não terminei com você
Ainda tenho muito a te surrar
E nada disso, irá mudar
O que eu sou.

Venha me enterrar mais uma vez
E vou te mostrar
Que não adianta me quebrar
Pois eu sempre volto.

Líria Moraes
2016

30 de novembro de 2014

Pelo nosso reino_Líria Moraes



Pelo nosso reino

Quando nossos demônios
andam por nosso céu voando
e os dias parecem frios
viajamos pelo mar remando.

Esse é nosso reino
eles voam alto
nos deixam divididos ao meio
perdidos no chão e no asfalto.
o sangue esquenta
temos que aguentar firme
pensamos que é tudo é tormenta
e com eles estamos quites.

É nossa última chance
e sentimos nossa respiração
não é um romance
é a vida cobrando solução.

Voltam nossos demônios
nossas forças ocultas
fazem ar e luta serem sinônimos
são guerras e lutas
conosco mesmo
e também esperança
precisamos andar a esmo
juntar os cacos de herança
nosso passado e presente
para o futuro a frente.

Líria Moraes
2014

4 de junho de 2009

A impermanência do todo - Líria Rezende de Moraes

A impermanência do todo


Que o áereo seja finito,
já que o flutuar do ser
não guarda em si certeza,
e o que pulsa em nós
impermanece no dia.
Imprevisível é o todo
que muda a rota,
que perde o rumo a toda hora,
e nos ensina a existência do finito e do perene.
Nesta passagem junto ao andarilho,
sonhos são águas correntes,
impermanecem na viagem.
Tudo mutável, inconstante,
Mas a que reflexão tangimos?!
Se os desejos suspensos oscilam com a impermanência do todo.

Líria Rezende de Moraes
2005