8 de julho de 2015

O momento_Líria Moraes

O momento

Eu só pensei
essa chuva foi venenosa
e ela continua
não vou admitir que lave
o momento
mas o tempo corre
num chão descampado
e eu nunca vou esquecer
o momento, o momento.

Olho através das luzes
brilhantes da cidade
sei que está lá
em algum lugar da noite
e não vou deixá-lo ir
o momento, o momento.

Foi quando lembrei
de vasculhar até achar
o momento, o momento.

Não vou esquecer
quero ele vivo
o momento, o momento.

Líria Moraes

1997

3 de julho de 2015

Arctic Monkeys, Duran Duran e Iron Maiden recebem prêmio Silver Clef Awards

Arctic Monkeys
Duran Duran
Iron Maiden
Da banda de heavy metal Iron Maiden aos cantores clássicos do Il Divo, músicos de todos os tipos foram homenageados com o prêmio Silver Clef Awards na Arena O2 de Londres, nesta sexta-feira (3), durante o almoço anual de arrecadação para uma instituição de caridade britânica de terapia musical.

O grupo de rock britânico Arctic Monkeys levou o prêmio de "Melhor Banda ao Vivo", única categoria cujo vencedor é escolhido pelo público.

A cantora de soul Gladys Knight, a pop star Rita Ora, o grupo pop Duran Duran, os metaleiros do Iron Maiden, o produtor e DJ Mark Ronson e o quarteto Il Divo estavam entre os contemplados na premiação deste ano.

"(A música) é um meio de comunicação emocional. Você pode tentar analisá-la até cansar, mas simplesmente dá resultados", disse Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden.

A cerimônia, criada em 1976, arrecada fundos para a Nordoff Robbins, instituição que usa a terapia musical para ajudar crianças e adultos.

O prêmio já foi concedido a artistas como U2, Coldplay, Rolling Stones e Paul McCartney.

Reuters Holly Rubenstein
De Londres 03/07/2015 15h12
Reportagem adicional de Marie-Louise Gumuchian

via http://musica.uol.com.br/

26 de junho de 2015

Começando por o rascunho de um poema sem título e sem data

Começando por o rascunho de um poema sem título e sem data. Rs
Obviamente, terei que reescrevê-lo e intitulá-lo.

Abaixo, está colado numa página de agenda o significado do meu nome, me parece do ano de 1995.
Talvez o poema seja do mesmo ano. Talvez...

Acima do papel colado está o desenho de uma flor. Acredito que seja a chamada copo-de-leite.

Agora, me explica se o texto é sobre a palavra "Lírio", porque desenhei um copo-de-leite?! Haha




24 de junho de 2015

Novas atividades - Memórias | Lembranças

A partir de agora tentarei postar mais algumas memórias e lembranças.

Continuando as atividades de poesia, música e cinema.

Outra coisa que estará em breve no ar, será uma página no Facebook.
Apesar de não gostar muito dessa plataforma, alguns amigos me convenceram disso. Hahaha
Assim que estiver ativa, colocarei o link aqui.

Beijaaaaaaaao :*

6 de maio de 2015

Esse é o fim_Líria Moraes


Esse é o fim

Levante seus olhos
gire ao seu redor
não é sonho
está sentindo mesmo
esse é o fim.

O céu estava lá
todo escurecido
suspenso no ar
o cheiro do resto de sua vida
fecha sua mão
é fé, paixão e luxúria
a tinta escorre na sua nuca
um balão passou por sua cabeça
e às vezes é nunca
não se esqueça!

Você não aguenta mais
essa é a faca feroz
que traz pra você o fogo
mas hoje, hoje
é o fim
inúmeras vezes
você vê a moeda girando
mas hoje, hoje
esse é o fim pra você.

Líria Moraes
2004

24 de abril de 2015

Beth Hart: Better Than Home

A veterana Beth Hart possui muitas indicações e premiações conquistadas ao longo de sua carreira. A cantora chegou a compor e a dividir o palco com Slash, Buddy Guy e Jeff Beck entre outros.

Seu novo álbum, "Better Than Home", ilustra duas décadas de uma carreira brilhante. Já conferi de perto seu show e sua sonoridade, puxada para o blues rock, jazz e soul. A introspecção está bem madura com letras profundas e inspiradas em sua vida pessoal.

A bela voz de Beth Hart, cheia de emoção e intensidade, continua sendo o principal destaque. "Trouble", "Mechanical Heart" e a faixa-título são alguns exemplos disso, porém sem apelar para exageros.

Fica a recomendação para escutar o álbum "Better Than Home" com calma, do início ao fim, um trabalho como um todo, e sentir sua plenitude, melancolia e redenção.

16 de abril de 2015

Blue Jasmine_Filme


Blue Jasmine é um drama eficaz que possui, provavelmente, a protagonista é a mais antipática da carreira do diretor Woody Allen. Sendo uma das maiores virtudes do filme.

Utiliza de recursos de flashbacks constantes. Sua protagonista busca se adaptar ao cotidiano de uma nova realidade e enquanto isso, aparecem revelações de um passado infame. Ao longo do filme, o público pode revezar criando juízos de que ela é vítima e culpada, tapada e esperta, lúcida e neurótica.

É um filme capaz de provocar risadas, mas não pode ser confundido com uma comédia, pois apresenta-se sufocante em diversos momentos.

Woody Allen e o diretor de fotografia Javier Aguirresarobe contrastam passado e presente através das cores quentes com passado de Jasmine em Nova York e cores frias levemente dessaturadas em San Francisco. Pretendendo assim, que possamos ver o mundo através dos olhos dessa mulher.

Com uma atuação impecável de Cate Blanchett, Blue Jasmine não faz concessões ao retratar beleza e elegância externas que ocultam uma mulher estragada por dentro.

23 de março de 2015

Quebre e queime_Líria Moraes








Quebre e queime

Me diga quantas mortes seriam o bastante
para me extinguir de você
quantas copos quebrados
seriam o bastante para matar meus sentimentos
o que seria melhor
para eu pagar meus, seus pecados
me diga, me diga
você realmente quer
você realmente me quer
me diga quantas mortes seriam o suficiente
para você se salvar, me salvar
e não importa quanta coisa irá queimar
isso vai se tornar uma bagunça
prometo que vai ficar nebuloso
me diga
quantas mortes internas serão precisas
pra você viver
quebre e queime tudo aquilo
me diga, me diga
você realmente quer
você realmente me quer.

Líria Moraes
2006

11 de março de 2015

Filme: Para sempre Alice

E se todas as lembranças de nossas vidas simplesmente sumissem ou nunca mais conseguíssemos lembrá-las mais? Para falar sobre o terrível Mal de Alzheimer nas telonas, os diretores Richard Glatzer e Wash Westmoreland criam uma história forte, convincente e comovente. 
Na trama, conhecemos Alice (Julianne Moore), uma conceituada professora e autora de livros que se encontra em uma fase conturbada de sua vida ao ser diagnosticada com Mal de Alzheimer aos 50 anos. Tentando não enlouquecer e espantando a tristeza, encontra um desafogo para suas dores na tentativa de reaproximação com sua filha mais nova, com quem sempre teve muitos problemas e discussões.
Vemos uma protagonista que se desmonta no campo emocional com tanta verdade que somente uma atriz do nível de Julianne Moore para conseguir tal feito. Não tenham dúvidas, é uma das grandes interpretações femininas do ano, que deu a Moore seu merecido Oscar.
A protagonista é levada a um recomeço distante, se encontra aprendendo a arte do reaprender todos os dias. Alec Baldwin também tem uma ótima atuação, preenchendo a tela de emoção.

via http://cinepop.virgula.uol.com.br/

3 de março de 2015

Sumindo..._Líria Moraes


Sumindo...

Cada nota, uma lembrança
cada música, um coração partido
não te alcanço mais
está indo...indo...
estou te perdendo de vista
está sumindo...sumindo...
agora só o vazio.

Líria Moraes
2015