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29 de janeiro de 2023

Principal frase do filme "The Breakfast Club" (Clube dos Cinco) 🎬 🥰

 "E essas crianças em que você cospe enquanto elas tentam mudar seus mundos, são imunes aos seus conselhos, elas sabem muito bem pelo o que estão passando."

26 de janeiro de 2016

Cinema_O REGRESSO: BRUTAL E IMPERDÍVEL

O REGRESSO
O mexicano Alejandro González Iñárritu gosta de dramas que colocam os personagens em situações extremas. Depois do sucesso indiscutível de “Birdman”, “O Regresso” chega aos cinemas com mais um soco no nosso estômago. É brutal. O filme não te dá tempo de respirar e se recuperar de uma cena intensa e logo vem outra bomba na cabeça.

O espectador não é poupado da dor de Hugh Glass (Leonardo DiCaprio, que se não levar o Oscar dessa vez é porque a academia não gosta mesmo dele) nem de como o ser humano pode ser egoísta e traiçoeiro. Acompanhamos junto a Glass a sua luta contra um urso duas vezes maior que o seu tamanho e toda a sua odisseia para sobreviver em meio a uma natureza gelada e selvagem.

Tudo o que se pode imaginar em relação a sobrevivência acontece, e quando se pensa que a história é baseada em fatos reais o apelo dramático se multiplica por dois. Glass pode ser comparado a um super-herói porque é praticamente invencível. Só que não. Ele é de carne, osso e sentimentos e sua história nos dá uma aula sobre o que significa estar vivo.

Sobreviver é o mesmo que viver? Quando não se tem dinheiro, nem família e se vive em um inverno congelante e sem fim, qual é o objetivo de se manter vivo? Dinheiro vale mais do que pessoas? A vingança é um prato que se deve cobiçar? Podemos chamá-la de justiça? Nunca se sabe. Depende de quem sofre e como se sofre.

“O Regresso” nos traz muitas questões que merecem ser refletidas, e as respostas podem variar muito. Vai de pessoa para pessoa. Nunca sabemos como pensam as cabeças que não são as nossas e às vezes a minha ética é diferente da sua e julgar é um processo sinuoso. Não se sabe com quem fica a razão.

Filosofias à parte, a fotografia é talvez o ponto mais forte, pois é impecável, principalmente, se levarmos em conta que todo o filme foi gravado com luz natural. É um encanto para os olhos. As sequências sem cortes também são de tirar o fôlego, a cena com o urso, por exemplo, dura uma média de dez minutos, e eu gostaria muito de ver os making ofs porque é realmente impressionante o quão está próxima da realidade.

“O Regresso” é uma narrativa espirituosa, com muitos efeitos visuais e uma violência perturbadora que deixa o espectador incomodado do início ao fim. Leonardo DiCaprio está silencioso, mas inacreditável, em minha opinião é o seu melhor papel até hoje. Mais uma vez Iñárritu se aproveita de uma audácia pitoresca e “O Regresso” é altamente recomendável. Não deixe de assistir!

Paula Romano via http://www.updateordie.com/

17 de outubro de 2015

Efeito Borboleta_Filme

Venho trazer algumas reflexões sobre essa película de 2004.
Um filme que nos convida a repensar diversas coisas, tanto no parte fictícia quanto na vida real.

O título foi uma excelente escolha, já que ele significa uma expressão utilizada na Teoria do Caos.
O Efeito Borboleta foi descrito como uma metáfora que diz algo do tipo: o bater de asas de uma borboleta no Brasil pode desencadear uma sequência de fenômenos meteorológicos que provocarão um tornado no Texas.

Então, através dessa linha de pensamento, pode-se chegar à algumas conclusões.
Além de cada ação ter uma reação, ela também pode alterar acontecimentos e suas consequências ao longo do tempo e espaço.

Quem nunca desejou reparar acontecimentos do passado?
Pois é, vários outros filmes trataram de temas similares a esse.
Uns bons, outros nem tanto.
Segue alguns deles. Como boa cinéfila que sou, assisti a todos eles:
  1. A Máquina do Tempo
  2. Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
  3. De volta pro futuro
  4. Meia Noite em Paris
  5. De Repente 30
  6. Os 12 Macacos
  7. Em Algum Lugar do Passado
  8. Antes que Termine o Dia
  9. O Exterminador do Futuro
  10. Feitiço do Tempo
  11. 12:01
  12. Questão de Tempo
  13. Click
  14. Um Homem de Família
  15. Te Amarei Para Sempre
Contudo, já pararam para refletir que talvez se voltássemos no tempo, poderíamos fazer tudo de novo exatamente igual?

Segue o trecho de uma música dos Engenheiros do Hawaii "Surfando Karmas & DNA":
Tenho vivido um dia por semana
Acaba a grana, mês ainda tem
Sem passado nem futuro
Eu vivo um dia de cada vez

Quantas vezes eu estive
Cara a cara com a pior metade?
Quantas vezes a gente sobrevive
À hora da verdade?

29 de julho de 2015

A Pele que Habito_Filme

Bom filme de Pedro Almodóvar, com muitas perguntas e enigmas.
Terror e violência estão presentes em objetos simplórios como uma lâmina.

Considerado por alguns dentro dos estilos de suspense e drama, inicialmente aparenta, apenas um relato de alguém em busca de uma perfeição surreal muito meticulosa.

Essa película foi adaptada do livro Tarantula, do escritor francês Thierry Jonquet.
A manipulação dos elementos de filmes de horror, nos deixa bastante desconfortáveis.
Ela consegue emplacar uma comédia no meio do horror, pornografia e melodrama.

Lembra-nos, também, da mitologia grega em suas lutas de gêneros. Focando em sentimentos como sexualidade, vingança, humor negro, falta de humanidade e obsessão.

Basicamente os protagonistas tomam conta totalmente da trama. Como sempre ótima atuação de Antonio Banderas (Roberto Ledgard), que volta a fazer filmes desse cunho, e da bela Elena Anaya (Vera).

Para quem gosta desse tipo de filme e de Pedro Almodóvar, vale a pena conferir!

16 de abril de 2015

Blue Jasmine_Filme


Blue Jasmine é um drama eficaz que possui, provavelmente, a protagonista é a mais antipática da carreira do diretor Woody Allen. Sendo uma das maiores virtudes do filme.

Utiliza de recursos de flashbacks constantes. Sua protagonista busca se adaptar ao cotidiano de uma nova realidade e enquanto isso, aparecem revelações de um passado infame. Ao longo do filme, o público pode revezar criando juízos de que ela é vítima e culpada, tapada e esperta, lúcida e neurótica.

É um filme capaz de provocar risadas, mas não pode ser confundido com uma comédia, pois apresenta-se sufocante em diversos momentos.

Woody Allen e o diretor de fotografia Javier Aguirresarobe contrastam passado e presente através das cores quentes com passado de Jasmine em Nova York e cores frias levemente dessaturadas em San Francisco. Pretendendo assim, que possamos ver o mundo através dos olhos dessa mulher.

Com uma atuação impecável de Cate Blanchett, Blue Jasmine não faz concessões ao retratar beleza e elegância externas que ocultam uma mulher estragada por dentro.

11 de março de 2015

Filme: Para sempre Alice

E se todas as lembranças de nossas vidas simplesmente sumissem ou nunca mais conseguíssemos lembrá-las mais? Para falar sobre o terrível Mal de Alzheimer nas telonas, os diretores Richard Glatzer e Wash Westmoreland criam uma história forte, convincente e comovente. 
Na trama, conhecemos Alice (Julianne Moore), uma conceituada professora e autora de livros que se encontra em uma fase conturbada de sua vida ao ser diagnosticada com Mal de Alzheimer aos 50 anos. Tentando não enlouquecer e espantando a tristeza, encontra um desafogo para suas dores na tentativa de reaproximação com sua filha mais nova, com quem sempre teve muitos problemas e discussões.
Vemos uma protagonista que se desmonta no campo emocional com tanta verdade que somente uma atriz do nível de Julianne Moore para conseguir tal feito. Não tenham dúvidas, é uma das grandes interpretações femininas do ano, que deu a Moore seu merecido Oscar.
A protagonista é levada a um recomeço distante, se encontra aprendendo a arte do reaprender todos os dias. Alec Baldwin também tem uma ótima atuação, preenchendo a tela de emoção.

via http://cinepop.virgula.uol.com.br/

14 de setembro de 2010

Brilho eterno de uma mente sem lembranças

Esse filme é aberto a várias interpretações, contudo o seu principal assunto é a memória, o passado e o que representa para os seres humanos. É importante observar que ele se distancia bastante do padrão dos filmes produzidos em Hollywood.

Charlie Kaufman brinca com nossa capacidade de superar as relações amorosas de tal forma que nos sentimos inconformados após o terminar de assistir ao filme. Com uma sensação de incapacidade tão grande, um sentimento de vazio e impotência que nos envolve, que temos a impressão que somos nós mesmos a viver aquela triste história. Interessante admitir que ele nos leva a reflexão de várias idéias e atitudes que carregamos conosco e não damos a mínima para elas até que nos venham incomodar. Para os que não viram, vale a pena conferir, e pros que já assistiram rever.

#valeapenaconferir #ficadica



9 de agosto de 2010

Clint Eastwood e Woody Allen - 2 monstros do cinema

Assisti duas obras-primas: As pontes de Madison (Clint Eastwood) e Tudo pode dar certo (Woody Allen). Pérolas do cinema!
A primeira muito terna e profunda, senti também um tanto de ousadia com apimentado roteiro, porém de extremo bom gosto e delicadeza. Adorei!
O segundo filme, requer de nós - meros mortais - uma dose de atenção à comédia que diz o que não quer dizer e mostra o que não queremos ver! Interessante trama, chocante é verdade, ás vezes, mas nada que não possamos esperar de um longa tipicamente Woody Allen.
Em Pontes de Madison, friso a simplicidade e ao mesmo tempo beleza de sua fotografia. Impressionante, diversas imagens pairavam a frente de nossos olhos como beija-flores, aquele cenário chegava a cheirar terra molhada. Extremamente bucólico e lindo.
Tudo pode dar certo traz o ser como sendo fruto de sua grandiosidade em superar-se e também a animosidade do universo humano. Ácido, crítico e sarcástico.
#ficadica

28 de julho de 2010

Bem me quer, mal me quer


À la Folie… Pas du Tout – França, 2002

Então, esse é um filme daqueles que você começa à assistir e logo já imagina algo na seqüência das cenas, porém se engana totalmente com o desenrolar da história. Bom, foi o que exatamente aconteceu comigo.
Mal sabia que seria tão diferente seu enredo em relação a minha projeção. É certo que projeções são errôneas por natureza.
Limito-me a dizer que já concordava que seria um longa belíssimo, já que a Audrey Tautou faria a personagem principal, a considero ótima atriz e sou apaixonada por seus outros trabalhos como "O fabuloso destino e Amèlie Poulan" e "Meninas moleques" entre outros. Sem contar com o fato que o cinema francês é um arraso.
Muito surpreendente também, o modo como a diretora brinca com os pontos de vista durante a película. Amei!
Fica aqui a dica! #ficadica