24 de abril de 2015

Beth Hart: Better Than Home

A veterana Beth Hart possui muitas indicações e premiações conquistadas ao longo de sua carreira. A cantora chegou a compor e a dividir o palco com Slash, Buddy Guy e Jeff Beck entre outros.

Seu novo álbum, "Better Than Home", ilustra duas décadas de uma carreira brilhante. Já conferi de perto seu show e sua sonoridade, puxada para o blues rock, jazz e soul. A introspecção está bem madura com letras profundas e inspiradas em sua vida pessoal.

A bela voz de Beth Hart, cheia de emoção e intensidade, continua sendo o principal destaque. "Trouble", "Mechanical Heart" e a faixa-título são alguns exemplos disso, porém sem apelar para exageros.

Fica a recomendação para escutar o álbum "Better Than Home" com calma, do início ao fim, um trabalho como um todo, e sentir sua plenitude, melancolia e redenção.

16 de abril de 2015

Blue Jasmine_Filme


Blue Jasmine é um drama eficaz que possui, provavelmente, a protagonista é a mais antipática da carreira do diretor Woody Allen. Sendo uma das maiores virtudes do filme.

Utiliza de recursos de flashbacks constantes. Sua protagonista busca se adaptar ao cotidiano de uma nova realidade e enquanto isso, aparecem revelações de um passado infame. Ao longo do filme, o público pode revezar criando juízos de que ela é vítima e culpada, tapada e esperta, lúcida e neurótica.

É um filme capaz de provocar risadas, mas não pode ser confundido com uma comédia, pois apresenta-se sufocante em diversos momentos.

Woody Allen e o diretor de fotografia Javier Aguirresarobe contrastam passado e presente através das cores quentes com passado de Jasmine em Nova York e cores frias levemente dessaturadas em San Francisco. Pretendendo assim, que possamos ver o mundo através dos olhos dessa mulher.

Com uma atuação impecável de Cate Blanchett, Blue Jasmine não faz concessões ao retratar beleza e elegância externas que ocultam uma mulher estragada por dentro.

23 de março de 2015

Quebre e queime_Líria Moraes








Quebre e queime

Me diga quantas mortes seriam o bastante
para me extinguir de você
quantas copos quebrados
seriam o bastante para matar meus sentimentos
o que seria melhor
para eu pagar meus, seus pecados
me diga, me diga
você realmente quer
você realmente me quer
me diga quantas mortes seriam o suficiente
para você se salvar, me salvar
e não importa quanta coisa irá queimar
isso vai se tornar uma bagunça
prometo que vai ficar nebuloso
me diga
quantas mortes internas serão precisas
pra você viver
quebre e queime tudo aquilo
me diga, me diga
você realmente quer
você realmente me quer.

Líria Moraes
2006

11 de março de 2015

Filme: Para sempre Alice

E se todas as lembranças de nossas vidas simplesmente sumissem ou nunca mais conseguíssemos lembrá-las mais? Para falar sobre o terrível Mal de Alzheimer nas telonas, os diretores Richard Glatzer e Wash Westmoreland criam uma história forte, convincente e comovente. 
Na trama, conhecemos Alice (Julianne Moore), uma conceituada professora e autora de livros que se encontra em uma fase conturbada de sua vida ao ser diagnosticada com Mal de Alzheimer aos 50 anos. Tentando não enlouquecer e espantando a tristeza, encontra um desafogo para suas dores na tentativa de reaproximação com sua filha mais nova, com quem sempre teve muitos problemas e discussões.
Vemos uma protagonista que se desmonta no campo emocional com tanta verdade que somente uma atriz do nível de Julianne Moore para conseguir tal feito. Não tenham dúvidas, é uma das grandes interpretações femininas do ano, que deu a Moore seu merecido Oscar.
A protagonista é levada a um recomeço distante, se encontra aprendendo a arte do reaprender todos os dias. Alec Baldwin também tem uma ótima atuação, preenchendo a tela de emoção.

via http://cinepop.virgula.uol.com.br/

3 de março de 2015

Sumindo..._Líria Moraes


Sumindo...

Cada nota, uma lembrança
cada música, um coração partido
não te alcanço mais
está indo...indo...
estou te perdendo de vista
está sumindo...sumindo...
agora só o vazio.

Líria Moraes
2015

24 de fevereiro de 2015

Jimmy Page relança disco clássico e garante: Led Zeppelin resistiu ao tempo

Remasterizações dos discos da banda de rock Led Zeppelin demonstram que suas músicas "resistiram ao tempo", segundo Jimmy Page, guitarrista do grupo e responsável pelo lançamento da nova edição do álbum "Phisical Graffiti".
O músico, considerado um dos melhores guitarristas de todos os tempos, acaba de remasterizar o sexto álbum de estúdio do Led Zeppelin, "Physical Graffiti", um trabalho que exigiu muita dedicação, mas que foi feito com grande satisfação.
A nova edição será lançada neste dia 24 de fevereiro, exatamente 40 anos após o lançamento original, que vendeu 15 milhões de cópias e se tornou um dos álbuns com maior número de vendas da década de 70.
O novo álbum, qualificado como um dos melhores discos duplos da história, terá um disco complementar com sete músicas inéditas, incluindo a primeira versão de "Trampled Under Foot", intitulada "Brady & Coke", e mixagens de músicas como "In My Time of Dying" e "Houses of The Holy".
"Estou muito ocupado com esta produção", afirmou à Agência Efe Jimmy Page, que está com 71 anos, em função da campanha de divulgação em Londres.
Page disse que sua canção favorita desse álbum é "Kashmir", um clássico da banda fundada em 1968 por Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham, que morreu em 1980.
"A resposta foi fenomenal. Este foi um projeto divertido de fazer, porque sabíamos o que estava por vir", afirmou Page sobre a reação do público em relação ao lançamento.

via http://musica.uol.com.br/

4 de fevereiro de 2015

Radioativo_Líria Moraes


Radioativo

Esse é um xerox
estou quebrando
a sós
a chuva cai limpando.

Bem vindo a nova era
é radiação apenas
uma fase se encerra
não há queixas.

Tudo é radioativo
tudo é efêmero
um flash rápido
até onde iremos?

Líria Moraes
2014

15 de janeiro de 2015

Soneto do amigo_Vinicius de Moraes


Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.


Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minha alma multiplica…

Vinicius de Moraes